O uísque está salvo...
20/06/2008 - 09h35
Sonda Phoenix encontrou gelo em Marte, dizem pesquisadores
FELIPE MAIA
da Folha Online
Técnicos da missão da sonda Phoenix estão convictos de que o material brilhante encontrado na superfície de Marte é gelo, e não sal. Eles chegaram a essa conclusão em razão de quantidades do material que haviam sido fotografadas pela sonda há cerca de cinco dias terem desaparecido do solo —indicando que a água congelada se transformou em vapor após ter sido exposta no solo.
A Phoenix está em Marte desde o dia 25 de maio com a missão de investigar as características da água e outros materiais existentes no pólo norte do planeta —procurando por condições propícias para a vida no planeta, como compostos orgânicos, ou respostas para questões como a mudança climática.
“Tudo o que nós vimos nos espectros é consistente com [a existência de] gelo nas valas. As últimas imagens da vala mostram que o material brilhante está desaparecendo. Isso pode ser gelo sublimando, mas não sal”, afirma, por e-mail, Nilton Rennó, cientista brasileiro e um dos líderes de pesquisa da missão.
Segundo ele, os pesquisadores ainda estão analisando o assunto, mas “quase não há mais dúvidas” de que o material seja gelo.
Para confirmar a informação, a Phoenix vai colocar amostras da superfície em um instrumento chamado Tega (sigla em inglês para Analisador de Gás Térmico e Expandido), para confirmar essas impressões.
Solo rígido
Outra evidência de que o material é gelo é a dureza do solo encontrado próximo ao local em que a Phoenix está. Eles apostam que a sonda está fixada sobre um bloco de gelo, o que facilita a prospecção do solo —não deve ser necessário fazer buracos muito profundos.
Os resultados da missão fizeram com que Rennó afirmasse à Folha Online, na semana passada, que “nunca estivemos tão perto de achar vida em outro lugar, se realmente existir alguma”.
Espaço cheio
Nesta semana, a Phoenix está enfrentando problemas de memória, fazendo com que alguns dados científicos fossem perdidos. Para não forçar a memória da sonda, o equipamento foi programado para conter pesquisas científicas e a diminuir a prioridade dos dados utilizados para manutenção da sonda.
Por isso, os técnicos da missão estão preparando uma atualização no software da sonda para resolver o problema, causado pelo excesso de dados criados pela Phoenix sobre seus próprios sistemas, para “manter a casa em ordem”. O objetivo é fazer com que os dados científicos sejam salvos novamente na sonda, caso necessário.
Para não forçar o sistema, os técnicos tomaram a precaução de não armazenar dados científicos na memória flash da sonda —os dados estão sendo enviados diretamente para a Terra ao fim de cada dia, até que o problema seja resolvido.
Projeto
O cientista brasileiro reconhece que o problema atrasou “um pouco” as pesquisas. Mas outras atividades foram mantidas, como cavar o solo e testar técnicas para colocar as amostras nos experimentos. “Nossa programação de três meses tem uma margem de 30 dias para contingências como essa”, afirma Barry Goldstein, gerente de projetos da Phoenix, em nota.
Apesar de estar a cerca de 275 milhões de km de distância, a Phoenix age de acordo com comandos enviados por profissionais em terra. Os técnicos recebem informações enviadas pela sonda e, com base nessas análises, enviam os comandos para a sonda.
A sonda Phoenix, que explora o solo de Marte desde maio, confirmou nesta quinta-feira (31/7/2008) a existência de água no planeta. A descoberta ocorreu depois que a Phoenix colocou amostras do solo em um instrumento que identifica os gases produzidos por substâncias. Para os técnicos, é a primeira vez que a existência de água é provada quimicamente.
“Nós temos água”, afirma William Boynton, da Universidade do Arizona, cientista responsável pelo instrumento chamado Tega (sigla em inglês para Analisador de Gás Térmico e Expandido).
Eclesiastes 3, 16 a 18 - Tempo para tudo
“Eu, Denise Maria Ayres de Abreu, venho à presença de Vossa Excelência solicitar a minha renúncia ao cargo de diretora da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), em caráter irretratável, por motivos pessoais.
“Isto porque requeiro a remessa da presente renúncia ao senhor presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a quem pessoalmente prestarei os esclarecimentos das razões de ordem pessoal que me levaram a esta decisão.”
“16- Vi mais debaixo do sol: no lugar da retidão estava a impiedade; e no lugar da justiça estava a impiedade. 17- Pensei comigo mesmo: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito da Sua obra. 18- Pensei comigo mesmo: Foi por causa dos filhos dos homens que Deus os colocou sob prova para ver que são em si mesmos como os animais”.
Algum presidente de Tribunal Supremo deve imaginar por aí que a onisciência de Deus fere a privacidade e o ‘Estado de Direito’. Caberá algum Habeas Corpus preventivo? Banqueiros espertos sempre deixam algum HC correndo nos Tribunais… E os bons presidentes ‘peitam’ a opinião pública transformando HCs preventivos em liberatórios. Medidas de praxe, não? O que fere o ‘Estado de Direito’, afinal?
A ocultação legal da verdade sob o manto das ‘garantias individuais’?
A ‘bisbilhotice’ da polícia invadindo o espaço dos ‘negócios da pátria’ e das ‘inconfessáveis leréias que tremulam ébrias nos convescotes do poder’?
ou A institucionalização da mentira como instrumento de governo e poder?
Ah, o que isso tem a ver com a Denise? Segundo o Lulinha Baboseiras “Precisa perguntar para Freud. Só Freud explica aquilo lá”. Prefiro novamente o Eclesiastes:
4, 1- “Virei-me e vi todos os que estavam sendo oprimidos debaixo do sol; vi as lágrimas dos oprimidos, e não havia quem os consolasse; de um lado estava o poder de seus opressores; e não havia quem pudesse confortá-los”.
Na vitrola (é que ainda sou do tempo das vitrolas…), Adriana Calcanhotto ainda está cantando:
Nada ficou no lugar
Eu quero entregar suas mentiras
Eu vou invadir sua alma
Queria falar sua língua…
Eu vou publicar os seus segredos
Eu vou mergulhar sua guia
Eu vou derramar nos seus planos
O resto da minha alegria…
Peitas, (corrupção, suborno, propinas), Presidentes de Tribunais e Desembargadores... Em outra ocasião falaremos sobre a Justiça.
E porque achou que os procuradores prolongavam os feitos como não deviam, e davam azo de haver hi maliciosas demandas, e o peior, e muito de estranhar, que levavam de ambas as partes, ajudando um contra o outro, mandou que em sua casa, e todo o seu reino, não houvesse advogados nenhuns; e encommendou aos juizes e ouvidores que não fossem mais em favor de uma parte que outra; nem se movessem por nenhuma cobiça a tomar serviços alguns por que a justiça fosse vendida, mas que se trabalhassem cedo de livrar os feitos, de guisa que brevemente, e com direito, fossem desembargados, como cumpria.
Soube el-rei, a cabo de pouco tempo, que um seu desembargador, de que elle muito fiava, chamado por nome mestre Gonçalo das Decretaes, levara peita (um ‘agrado’ na linguagem destes tempos) de uma das partes que perante elle andavam a feito, pela qual julgou e deu sentença.
E el-rei, sabendo isto, houve mui grande pezar, e deitou-o logo fora de sua mercê por sempre, e degradou elle e os filhos a dez leguas de onde quer que elle fosse: porém, diziam todos os que isto viram, que aquelle de que elle levara a peita tinha direito n’aquelle pleito.
Então ordenou el-rei, e pôz defeza em sua casa e todo seu senhorio, que nenhum que tivesse poderio de fazer justiça, não filhasse peita nenhuma dos que houvessem pleitos perante elles; e se lhe fosse provado que a tomára, que morresse por ello, e perdesse os bens para a corôa do reino.
in Chrônica de El Rey D Pedro I (Oitavo rei de Portugal - 1320 - 1367)
E assim caminha a humanidade...
10/07/2008 - 22h11 - Atualizado em 10/07/2008 - 22h13
Mãe vende filha recém-nascida por R$ 15 para comprar crack no RS
Criança de um mês está no Conselho Tutelar aguardando vaga em um abrigo.
Polícia procura a mulher, mas ainda não há pistas.
Uma mulher vendeu a filha recém-nascida por R$ 15 para comprar crack, em Porto Alegre. A denúncia chegou ao Conselho Tutelar no final da tarde desta quinta-feira (10).
De acordo com o conselho, uma moradora da periferia da cidade ofereceu a filha de um mês de idade para traficantes em troca de R$ 5 em crack. Ao tomar conhecimento da situação, outra mulher ofereceu R$ 15 à mãe da criança para evitar que o bebê fosse parar nas mãos de traficantes.
A criança está no Conselho Tutelar aguardando vaga em um abrigo. A mulher que vendeu a filha é procurada pela polícia, mas ainda não há pistas.
(*Com informações do Zero Hora)
| 25/6/2007 06:42 |
| Filho mata pai com panela de pressão |
| O acusado pelo assassinato, Ericsson Faustino Santos, de 29 anos, já tem passagem pela polícia por vários motivos |
![]() |
Um brutal assassinato na Farolândia chocou a população da localidade: um filho matou o pai com uma panela de pressão. O assassinato aconteceu no domingo, 24, na Rua José di Dome, 207, às 12h40. O corpo do pai, identificado como Djalma Faustino Santos, 52, deu entrada no Instituto Médico Legal às 13h40, uma hora depois de ser morto em casa pelo próprio filho. O acusado pelo assassinato, Ericsson Faustino Santos, de 29 anos, já tem passagem pela polícia por vários motivos. Na última ocasião, há duas semanas, ele teria quebrado tudo dentro de casa. Ficou preso por alguns dias, mas acabou sendo solto. A equipe de reportagem do jornal CINFORM chegou à Delegacia Plantonista no exato momento em que o acusado era trazido algemado pelos policiais. Ericsson só dizia que matou o pai na tentativa de se proteger, que quem queria matá-lo era Djalma. Aparentemente calmo, apesar de estar todo machucado no rosto, com a cabeça enfaixada e muito sujo, o rapaz não parecia estar completamente lúcido. O irmão de Ericsson, revoltado, entrou na recepção da delegacia e tentou agredi-lo, mas os policiais o acalmaram pedindo que se afastasse. Ele questionava quem teria soltado Ericsson da última vez em que foi preso e quem havia retirado o boletim de ocorrência contra Ericsson, já que este não tinha condições de viver em sociedade. A reportagem tentou falar com a família, que não quis se pronunciar. |
Pai mata filho para se vingar da ex-mulher
O filho mais novo do casal, de um ano e dez meses, também foi agredido
Atualizada às 19h10min
Sâmia Frantz, Santa Cruz do Sul | samia.frantz@zerohora.com.brUm homem de 25 anos matou o filho de quatro anos a pedradas na manhã de hoje em Gramado Xavier, no Vale do Rio Pardo, e feriu o outro, de um ano e dez meses, com uma facada na nuca.
Segundo a Brigada Militar, ele estava separado da mãe das crianças há cerca de duas semanas e, no início da manhã de hoje, entrou da casa da família para se vingar. Quando acordou, por volta de 7h, a mãe, a agricultora Noemi Terezinha Rodrigues dos Santos, 41 anos, sentiu a falta dos filhos e foi procurá-los. Os encontrou com o ex-marido em uma estrada próxima à casa em que mora, em Linha Olaria.
Ao avistá-la, o homem esfaqueou o filho mais novo na nuca e jogou-o contra uma cerca de arame farpado. A mãe conseguiu socorrê-lo, mas o ex-marido passou a agredir o outro filho, Erik, de quatro anos, batendo a cabeça dele contra pedras que estavam no chão. Ele morreu na hora.
O filho mais novo e a mãe, que também foi agredida, foram encaminhados ao Hospital Bruno Born. A mãe passa bem e acompanha o filho, que está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O homem está foragido.
Briga foi motivada pelo sumiço do telefone; acusado foi detido no local do crime.
Uma discussão motivada pelo desaparecimento de um telefone celular acabou levando um pai a assassinar o filho com uma facada. O crime ocorreu na madrugada de domingo, em Três Corações, no Sul de Minas. Segundo a Polícia Militar, depois de ferido com um golpe no peito, a vítima, o lavrador Carlos Augusto Silva Júnior, de 24 anos, correu para a rua, no bairro Cotia.
Os vizinhos chegaram acionar o Corpo de Bombeiros, mas, quando o resgate chegou ao local, o jovem já estava morto. O pai, o mecânico Carlos Augusto Silva Cunha, de 50 anos, foi preso em estado de choque em outro ponto da mesma rua onde o filho morreu. O homem, que é funcionário da prefeitura de Três Corações há mais de dez anos, foi autuado em flagrante por homicídio.
A suspeita é de que o pai estava embriagado no momento do bate-boca. O mecânico está preso na Cadeia Pública da cidade. “Durante depoimento o pai se mostrou arrependido por ter matado o filho e chorava bastante”, disse o delegado José Aparecido Menezes Quintães. Conforme o delegado, o mecânico declarou que era separado.
A ex-mulher e os quatro filhos deles estavam vivendo na cidade de Carmo da Cachoeira, também no Sul do Estado. A vítima, de acordo com o delegado Quintães, estava na casa do pai há apenas dois dias. O rapaz iria ficar uma temporada em Três Corações e tentar arrumar um emprego na cidade.
A BRIGA
“A briga entre pai e filho começou no final da noite de domingo, depois de o mecânico chegar da rua e perguntar ao rapaz sobre o paradeiro do celular”, contou Quintães. O delegado informou que o pai tinha ido jogar futebol e, quando chegou em casa, sentiu a falta do aparelho. Nervoso, por não encontrar o telefone, o homem acabou acusando o filho de o ter roubado.
Pai e filho começaram a discutir e até se agrediram fisicamente. Carlos Cunha alegou que pegou a faca para se defender e sem querer, acabou matando o rapaz..
Parlamento Europeu aprova apartheid para 2010. Acreditam-se donos daquela partezinha do Mundo. Será que são posseiros ou proprietários? Afinal de quem é a Europa, de quem a habita ou de quem a fez?
Europa
Quarta, 18 de junho de 2008, 02h40
Atualizada às 07h27
Eurocâmara vota diretiva de retorno de imigrantes
O Parlamento Europeu, fortemente dividido, votará hoje a controvertida diretiva de retorno de imigrantes em situação ilegal estipulada pelos países da União Européia (UE).
Em princípio, o texto conta com o apoio do Partido Popular Europeu (PPE) e da União pela Europa das Nações (UEN), assim como de grande parte dos membros do grupo Liberal, o que a priori seria suficiente para aprovar a diretiva.
O grupo Socialista tentará por sua parte levar adiante algumas de suas emendas, principalmente as relativas a reforçar a proteção dos menores sem companhia e a reduzir o período máximo de detenção dos imigrantes ilegais.
Para isso, tentou obter o respaldo dos parlamentares de outros grupos, e se não consegui-lo, em princípio, votará contra a diretiva, junto com os Verdes e a Esquerda Unitária.
O texto recebeu o sinal verde dos ministros de Interior da UE durante o Conselho do último dia 5, e esta é a primeira ocasião em que o Parlamento Europeu tem poder de co-decisão em uma disposição comunitária sobre imigração.
Entre outras medidas, a diretiva estabelece em sua forma atual um período de retorno voluntário para os imigrantes ilegais de entre 7 e 30 dias.
Também prevê que os irregulares possam ser internados um máximo de seis meses antes de sua expulsão, período que pode se estender por outros 12 nos casos em que o irregular não coopere em sua identificação ou haja problemas para obter a documentação de países terceiros.
Além disso, fica estabelecida para os expulsos uma proibição de retorno à UE de até cinco anos.
Quanto aos menores não acompanhados, aceita-se a possibilidade que possam ser devolvidos a tutores que não sejam parentes diretos ou a instituições adequadas de seu país.
O texto foi aprovado…
“É uma verdadeira declaração de guerra contra os imigrantes, já que é a exclusão legalizada. É um escândalo”, disse em entrevista coletiva na capital mexicana o presidente da FIDH, Souhayr Belhassen.
“Conhecemos hoje o desastre do voto do PE, que com grande maioria aprovou a diretiva da União Européia (UE) sobre as migrações”, disse o ativista ao término do seminário sobre imigração que durou dois dias.
Belhassan lamentou que a Eurocâmara não levasse em conta uma declaração da FIDH, que ontem pediu que fosse rejeitada a diretiva por considerar que a lei emitiria uma mensagem de “criminalização dos imigrantes”.
Já Karina Arias, representante da ONG Sem Fronteiras, reconheceu que a nova diretiva terá um amplo impacto na América Latina, sobretudo em países do cone Sul.
Além disso, chamou a atenção sobre as medidas contra os menores de idade não acompanhados, que podem ser devolvidos a instituições de seus países casos seus parentes não sejam localizados.
Ao término do seminário, a FIDH anunciou que no final deste ano começará a impulsionar uma campanha mundial de sensibilização sobre os direitos dos imigrantes na qual, entre outros aspectos, se convidará os países desenvolvidos a entender o desenvolvimento como um direito humano.
Ah como são espertos os saxões ricos e seus acólitos... Eles têm mesmo muito mais QI
Quinta, 22 de maio de 2008, 11h49
Atualizada às 11h59
Acadêmico inglês diz que os ricos têm QI mais alto
Da BBC Brasil
A pequena proporção de estudantes de classe média baixa em universidades renomadas é o “resultado natural de uma diferença de QI entre classes sociais”, afirma o acadêmico inglês Bruce Charlton na revista especializada em educação Times Higher Education.
“O governo britânico gastou tempo e esforço em afirmar que as universidades, especialmente Oxford e Cambridge, estariam excluindo pessoas de classes sociais mais baixas e privilegiando as de classes mais altas”, disse o professor.
“No entanto, neste debate um fato vital foi esquecido: classes sociais mais altas têm uma média de QI maior do que as classes baixas”, afirmou Charlton em artigo publicado na revista.
Segundo o acadêmico, professor de psiquiatria evolutiva na Universidade de Newcastle, na Inglaterra, a dominação das classes altas é “natural” e uma questão de “mérito”.
“A distribuição desigual de classes observada em universidades renomadas, comparada com a população geral, dificilmente acontece devido a preconceito ou corrupção no processo de admissão. Ao contrário, o padrão observado é o resultado natural do mérito”, escreveu Charlton no artigo.
Críticas
A afirmação provocou reações no setor educacional no país. Em um comunicado, a União Nacional dos Estudantes (NUS, na sigla em inglês) afirmou que os argumentos de Charlton são “equivocados, irresponsáveis e insultantes”.
“Certamente a desigualdade social define a vida das pessoas antes mesmo de entrarem para a universidade, mas o setor de ensino superior não pode ser absolvido de sua responsabilidade de garantir que estudantes de todos os níveis sociais tenham a oportunidade de desenvolver seu potencial”, disse Gemma Tumelty, presidente da NUS.
Outra crítica, também publicada pela revista, foi do ministro do Ensino Superior Bill Rammell. Segundo ele, os argumentos de Bruce Charlton dão um tom de que “as pessoas devem saber seu lugar”.
“Apesar de muitos jovens pouco privilegiados conquistarem as qualificações para chegar ao ensino superior, eles ainda ficam atrás dos colegas mais privilegiados. Portanto, é vital que continuemos a preparar e apoiar os estudantes de maneira adequada para que cheguem à universidade”, disse o ministro à revista.
Robert Sternberg, diretor de artes e ciências da Universidade de Tufts, admitiu a relação entre o QI e a questão social, mas descorda da posição de Charlton.
“Certamente há uma correlação entre o QI e a classe social. Pessoas de classes mais altas têm vantagens educacionais, sociais e econômicas e as transmitem aos seus filhos”, disse ele.
Ao adotar o sistema que Charlton recomenda, afirmou, “garantimos que as classes mais altas continuarão a transmitir estas vantagens e iremos congelar aqueles de classes mais baixas”.
“Desta forma, criaremos profecias que se cumprem sozinhas”, disse Sternberg.
Coartisentes da UPC concluem curso de extensão na UFMT
Promovido pelo PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO da UFMT através do GRUPO DE PESQUISA MOVIMENTOS SOCIAIS E EDUCAÇÃO - GPMSE, foi encerrado o CURSO DE EXTENSÃO EM EDUCAÇÃO POLÍTICA, DIREITOS HUMANOS, CIDADANIA E MOVIMENTOS SOCIAIS.
Leia aqui alguns trabalhos apresentados por coartisentes da UPC, na conclusão dos seus estudos.
Technorati ProfileArtigo sobre a UPC em publicação do MEC
A síntese do Seminário Internacional sobre Gestão Democrática da Educação e Pedagogias Participativas está disponível.
Antonio Marcos Passos de Mattos apresentou na ocasião o modelo de gestão da UPC (Universidade Popular Comunitária), que possui interessantes concepções, refletidas na sua prática de causação.
Com a horizontalização das relações internas e a edificação de vários conceitos próprios que advém dos seus desejos e formas de existir, a UPC viveu processos diferenciados, no mínimo raros, no cenário educacional.
Novos livros disponíveis para download
Em “UPC - Arquivos Livres” você encontra uma biblioteca básica com interessantes títulos de literatura e ciência.
Neste mês de dezembro seräo adicionados aproximadamente 50 (cinquenta) novos títulos.
Verifique o que já está disponível e acompanhe as novidades.
Visite a biblioteca clicando aqui ou na figura acima.
UPC: É possível uma outra educaçäo?
Antonio Marcos P. de Mattos desenvolveu sua dissertaçäo de mestrado enfocando a sua experiência e vivência como artisentis da Universidade Popular Comunitária, em/de Cuiabá.
“Não muito tempo após o início das atividades na UPC, já se podiam observar mudanças visíveis que se processavam em seus integrantes. Foi o acompanhamento destes processos de mudanças que me levou a participar pouco tempo depois de um processo seletivo e a integrar o quadro de professores da UPC. As mudanças pareciam mais rápidas e significativas nos estudantes. Mudanças que se refletiam no comportamento e na forma de falar, de andar e de vestir, entre outras.
As mudanças eram de fato perceptíveis, sobretudo para quem estava de fora, como foi o caso do Dr. Lúdio Cabral, médico do Sistema Único de Saúde da Capital, atendendo em postos de saúde de bairros periféricos antes de ser eleito vereador pelo Partido dos Trabalhadores. Lúdio Cabral declarou que passou a observar mudanças significativas em alguns dos seus pacientes:
[…] Lá no Osmar Cabral, nesses dez anos de atuação, como médico no atendimento do consultório do centro de saúde pública, atendendo a pessoas marginalizadas que convivem com a opressão, eu comecei a identificar em certas pessoas que eu atendia, no diálogo com elas, ao longo da história clínica, uma forma altiva das pessoas se expressarem, de cabeça erguida, [porque] às vezes a população oprimida, de tão oprimida incorpora o opressor quando vai, por exemplo, se consultar com um médico. Essa imagem que, às vezes, a medicina passa de intimidação para as pessoas, faz que elas fiquem de cabeça baixa com medo de falar. E essa parcela da clientela, parcela especial que eu atendia, se portava de uma outra forma, falando com espontaneidade, a observação permitia se ver um brilho diferente nos olhos delas [a mudança era, inclusive, física] lá o exame físico havia um aspecto do batimento cardíaco que era de um coração batendo com mais força.
(Lúdio Cabral).”
Säo com histórias como a desse recorte que Antonio Marcos tece o seu texto. A sua fala pulsa com vida, refletindo mais que os arranjos lógicos e legais que recobrem a instituiçäo UPC, aquilo que efetivamente a marca com distinçäo: a capacidade de sentir, que abre espaço para um tipo diferente de causaçäo.
Você pode acessar o texto na íntegra, clicando aqui.





